Duo

 … Talvez eu goste do que estou fazendo…
Talvez formemos o par perfeito de jarra e rosa
Pois você é igual demais à mim…
Se não verossímil,
Misteriosa…!

Me persegue sem que eu a veja
Sem que a ouça.
Passos leves na rua escura…
Presença silenciosa enquanto seco a louça…

Mas porque gosto tanto de você?!…

Há um quê de canalhice
Nesse soberbo pastiche
Que eu mesmo criei;

Que morrerá de forma trágica
Ou na indiferença
Tudo igualzinho como sempre sonhei.

Egoísta, só peço aos céus meu bem estar;
Não quero ter um preço a pagar por esta estranha sanidade.
Vislumbro seu alcance,
Por acaso e de relance,
No imaginário das pessoas.

E esse escarro tipográfico,
Em contraste com meu caráter afásico,
De verdade me e te constrói
Em vez de ser só defeito.

Roubo e traio em coxa prosa
Pra não morrer.
E sinto tanto não saber
Viver de outro jeito.

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