Suficiências

Há muito ando, e canso.
Há muito cresceram meus dentes de ciso.
Bastante vi
Pouco sei;
(Porque) Não alcancei (ainda) tudo o que de fato preciso.

Mas vejo o Sol
E tenho a terra que piso
Por um segundo a cada passo.
E a cada passo sou senhor,
Benévolo rei, do meu adorado mundo impreciso.

Então devo mesmo dissecar sentimentos
Vasculhar todos’ cantos em busca
Da correta seta
Ou do especializado conhecimento
Para ser aclamado poeta?…

Necessito tanto assim do latim
Ou da Ciência
Ou de qualquer outra intelectual excrescência
Para viver ao pleno
Meus sonhos e desejos?…

Não tanto.
Descobri que me basta o arrebatamento.
Com ele sou um.
Com ele sou único.

Com ele é que,
Silenciosamente,
Te redijo este manco mas honesto soneto.

 

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