Cravos


E na estação deles, chegaram.
Não (tendo) brotado botanicamente de um chão
Arado, semeado, regado,
Mas descaídos de um céu nublado,
Despejados, atirados –
Brancas bátegas, marmóreas pétalas –
Sobre mim.
Cravos.
Preencheram meu mundo, os orifícios dele;
E bem devagar apodreceram seus caules retos
Palha seca a me espetar como o fazem as irrealizadas lembranças…
Tua silenciosa vingança em forma de indiferença; meu derradeiro Céu; vossa herança:
Festim de necrófagos insetos.
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One Response to Cravos

  1. Sentimental disse:

    eu não gosto dos cravos.
    bjs

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