Avesso


Sempre soube o caminho certo
Da manga à gola
E palmilhava em cambraia bem cortada
Meu caminho assim, elegante. 

Hoje, pra sempre cegado
Por essa luz clara,
Brilhante,
Troco peças e me andrajo
Tateando num escuro armário de memórias latejantes. 

Sou agora resquício dândi do que fui:
Sou ranço. Sou o que mereço.
Tornad´agora em diante
Ess´ estranh´espécie de avesso.

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