Gêiser

30/11/2009

De repente, eis que
Deu vontade dominadora
De não fazer nada:
Não escrever;
Não pensar;
Não permanecer coeso.
Só borbulhar e fluir
Ao sabor da senhora gravidade.

Então,
Por apenas uns segundos –
Numa assustadora assombrosa enormidade –
Liquefiz.
E me verti em minhas próprias entranhas,
Escuras rachaduras,
Esse eu úmido
Agora browniano
Em destino sem volta até alguma subterrânea irrealidade.

Mas no caminho fui aquecido por um fio magmático da tua lembrança…
… E retornei,
Salvo,
Gêiser.


Resumo

04/11/2009

Vivo e só.
(Considerando com um cuidado e concentração extremos a suposta real vantagem de se ter um banheiro inteiro – pia/box/vaso/toalheiro – só pra si…)