Gêiser

De repente, eis que
Deu vontade dominadora
De não fazer nada:
Não escrever;
Não pensar;
Não permanecer coeso.
Só borbulhar e fluir
Ao sabor da senhora gravidade.

Então,
Por apenas uns segundos –
Numa assustadora assombrosa enormidade –
Liquefiz.
E me verti em minhas próprias entranhas,
Escuras rachaduras,
Esse eu úmido
Agora browniano
Em destino sem volta até alguma subterrânea irrealidade.

Mas no caminho fui aquecido por um fio magmático da tua lembrança…
… E retornei,
Salvo,
Gêiser.

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3 Responses to Gêiser

  1. Moema disse:

    Passa um tempo e eu esqueço o seu estilo.
    Você me manda dois textos que me fazem lembrar de você.
    É verdade. Você é muito bom, na frente de um papel em branco e com alguma que escreva na mão.

    Moema

  2. Sentimental disse:

    oi, tudo bem?
    bom é ter vc lá comigo, mesmo que [só] de vez em quando… melhor ainda é saber que vc gosta e por isso te faço o convite, venha mais vezes.
    Feliz 2010!!!
    beijos

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