Banheiro público d´estrada

 
Lav´as mãos
Debruçad´em craquelada pia
Onde cusp´estas lembranças
Da nossa curt´invernada
E da tua ida.

E o´lhar que me olha no´spelh´é ordinário e por isso
Deformo´sabonete´stranguland´um pescoç´imaginário
Qu´é teu
Que quase foi meu
Que nunca tive
Que jamais terei
Que corrompí
Que esnobei
Que libertei
Por causa dess´amor inadimplente,
Adolescente,
Em corpo velho.

Velho par d´olhos em brumas.

E no ral´eu olho
Mi´a vid´espiraland´,
Ind´embora,
Em brancas´spumas.

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2 Responses to Banheiro público d´estrada

  1. Sentimental disse:

    eu também penso muito quando lavo as mãos, é um dos poucos momentos em q fico sozinha e consigo ver tudo com clareza… :)
    bjs

  2. Sentimental disse:

    o cansaço é grande, a falta de ânimo enorme e os problemas resolveram chegar como bola de neve, tudo ao mesmo tempo agora…

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