Poluções


O espetáculo começa
Quando se apagam as luzes.
REM inquieto com início, meio e fim;
Balé de sombras que se aglutinam em corpos de musas centáuridas
Que trotam diáfanas, ofertosas somente para mim.

Escolho a d´olhos mais belos
E ponho em play uma marcha de amor.

Gotejam delicados xilofones
Respingados por surdo e tarol cadente.
Liame d´arpas dedilhadas sem engano
Quase quase wagneriano…

E imerso neste onírico universo
Onde cavalgam os desejos,
Vejo a lipizanner e o corcel
Colidindo músculos viris em tropel,
Dentes mordendo o ar em gozo,
Crinas e cascos em trovoada subindo-descendo´ morro…

Está quente. O sol brilh´em meus olhos!

Sonhos orvalhados.

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2 Responses to Poluções

  1. As reações do corpo são facilmente ludibriadas pela imaginação!

  2. Sentimental disse:

    deliciosamente poético.

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